
Falámos com a sexóloga Marta Crawford sobre esta relação:
Para haver sexualidade é preciso haver um corpo? É preciso um corpo mas também uma cabeça porque o sexo é muito de cabeça também. A pessoa pode viver a sexualidade de uma forma imaginada, mas mesmo essa fantasia reflecte-se no corpo. No fundo, a recorrência à fantasia promove fisicamente um estado qualquer que nos é agradável que despoleta alterações físicas como a excitação e a lubrificação. Acontece o mesmo quando se faz sexo virtual.
Uma mulher contente com o seu corpo é mais segura na intimidade? Pode ser ou não, pois não é só o corpo que nos faz estar bem no sexo. Há outros factores, que têm a ver com o que se sente pelo outro e com a nossa própria educação. Há mulheres gordinhas que não são propriamente ‘o modelo de mulher ideal’ e que têm uma sexualidade divinal. Há outras lindíssimas, com um corpo espectacular, que até estão bem como o seu corpo e que sexualmente não têm prazer. Mas, de facto, há mulheres que se sentem mal com o seu corpo e isso tem um impacto na sua sexualidade – não se sentem atraentes, pelo que não têm disponibilidade para o sexo.
Júlia Serrão
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